quarta-feira, 24 de junho de 2015

Tevez de volta ao Boca, relembre como foi a primeira passagem dele pela equipe Xeneize

Foto/Reprodução
Carlitos Tévez volta ao Boca e a torcida xeneize fica em estado de êxtase. 

Agora é oficial, nesta quarta (24) o Boca Júniors confirmou o retorno do ídolo Carlitos Tevez ao clube.

Em entrevista ao programa "Como te va" pela rádio AM 1050 da Argentina, Cesar Martucci, secretário geral boquense, confirmou o acerto com a Juventus. O clube Italiano pedia cerca de 6,4 milhões de euros, mas o acerto entre os clubes ficou em 5 milhões de euros mais a opção de compra de jovens do Boca, que ainda não foram confirmados.

A apresentação de Carlitos deverá acontecer no dia 7 de Julho no estádio La Bambonera. 

Voltando ao tempo, o começo da trajetória...

Nascido em Ciudadela, província localizada na cidade de Buenos Aires. Tévez cresceu em Fuerte Apache, onde ainda garoto começou a dar seus primeiros passos no futebol. 

Iniciou nas categorias de base do All Boys, onde ficou de 1989 a 1996. Nesse meio tempo foi sondado por Raúl Maddoni, na época coordenador das categorias de base do Argentinos Júniors. Mas o jovem Carlos rejeitou o convite e ficou no All Boys. 

No entanto, mal sabia que o mesmo Maddoni seria a pessoa que o levaria ao Boca, seu clube de coração. Em 1997 o coordenador foi contratado pelo Boca e logo cobiçou o jovem Carlos Martinez. 

Carlos Martinez? - Sim, nesta mesma época o garoto foi reconhecido pelo pai. A troca do sobrenome "Martínez" por "Tévez" chegaria a gerar uma confusão: houve quem divulgasse que o clube o roubaria do All Boys, aliciando seus pais, e que o teria inscrito como "Tévez" para que a manobra não fosse percebida.

''Tirei o Martínez, que é da minha mãe, e pus Tévez, porque meu velho me reconheceu, não pela questão do passe. Que trapaça seria essa, se o número do documento é o mesmo? Quem falou demais foi um tipo que tinha 20% do meu passe como 'Martínez', não como 'Tévez', mas que não sabia nada da minha família nem de meu passado.'' 

Esclareceu o jogador a confusão gerada pela troca do sobrenome.

Chegada ao Boca e títulos...

Aceitou a proposta boquense e marcou 44 gols em seus primeiros anos na categoria de base. O que levou Tevez a seleção sub-15 da Argentina.

Começou a ser utilizado por Carlos Bianchi em 2000, quando apenas treinava com o time principal. Sua estréia no profissional ocorreu no em 21 de outubro de 2001, em Cordobá, onde com 17 anos, entrou no gramado na derrota para o Talleres.

Naquele elenco do Boca, Tevez tinha Juan Roman Riquelme como ídolo. Riquelme que presenteou-o com sua chuteiras, que brevemente seriam utilizadas por seu pupilo.

Com a saída de Roman no segundo semestre de 2002, Tevéz passou então a ser o craque do time, sendo um dos destaques na conquista da Copa Libertadores de 2003. Inclusive marcou no jogo de volta da grande final, contra o Santos no Morumbi. (Na primeira partida o Boca venceu na Bombonera por 2-0 e no Morumbi derrotou o peixe por 3-1).

No segundo semestre de 2003, Tevez ajudaria o Boca a vencer o apertura, marcando 11 gols na competição. Naquele fim de ano a equipe xeneize ainda disputaria o Mundial Inter Clubes. Carlitos no entanto participou pouco. Uma vez que para participar do jogo contra o Milan, em Tóquio, ele teve de ir à justiça comum para garantir esse direito, já que estava convocado para o Campeonato Mundial de Futebol Sub-20 de 2003.

Na decisão, no estádio internacional de Yokohama, Tevéz entrou aos 73' no lugar de Schelotto e viu o time conquistar o tri-mundial derrotando os rossoneros nos pênaltis.

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Tévez campeão do mundo com o Boca em 2003.





























Polêmicas e o último ano com a camisa do Boca

O ano de 2004 chegou e com 20 anos, Carlitos era a principal arma para o Boca buscar mais uma Libertadores.

Fora de campo, começavam as polêmicas envolvendo o jogador. Além de frequentar seguidamente a vida noturna portenha, ele rompeu o noivado de dois anos com sua namorada da infância, trocando-a grávida por uma famosa modelo local.

Os problemas o levaram a pedir descanso dos compromissos com o clube, fazendo com que Schelotto e também Martín Palermo, dois veteranos do grupo o criticassem em público. Para se ter noção, Tévez chegou a viajar para Búzios com a nova namorada e só voltar na véspera de um clássico contra o River.

Superclássico na Libertadores

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Agora oficial, Tévez acerta sua volta ao Boca Júniors. 























Dentro de campo o Boca ia novamente as cabeças na Libertadores. Na semi-final um Superclássico contra o River, fez a Argentina parar. O primeiro confronto na Bombonera, terminou com vitória azul e ouro por 1x0 (Gol de Schiavi) e muita pancadaria dentro do campo.

Na volta o Monumental estava lotado. Lucho Gonzales abriria o placar para os Millionarios, aos 5' da etapa final. Aos 44', Tevéz marcaria o tento de empate e na comemoração imitaria uma galinna, - alcunha criada pelos xeneizes em referência aos torcedores rivais. Sem pensar, Héctor Baldassi, arbitro daquele jogo, expulsou Carlistos.

Nasuti nos acréscimos recolocou o River na frente e levou a decisão para os penais.  Nos pênaltis, River Plate 4×5 Boca Juniors. Salas, Montenegro, Cavenaghi e Lucho González fizeram para o River. Maxi López perdeu. Schiavi, Álvarez, Ledesma, Burdisso e Villareal fizeram para o Boca.

Atual campeão o Boca chegou como favorito para final, diante do Once Caldas. No entanto os Colombianos saíram campeões, vencendo nos pênaltis, após dois empates em 0-0.

Melhores momentos do superclássico no Monumental:




Despedida e último título pelo Boca

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Antes de partir, Tévez conquistou a Copa Sul Americana pelo Boca.




























Com o vice na Libertadores e longe de alcançar o River no clausura, a única esperança de título era a Copa Sul Americana. E o Boca, copeiro como sempre, chegou a grande final. Antes, passou pela fase nacional com tranquilidade. Nas quartas, eliminou o Cerro Porteño e na semi o Internacional.
Na ida, os Bolivianos em casa, levaram a melhor e venceram por 1-0. Mas na volta com a Bombonera pulsando o Boca reverteu o placar e sagrou-se campeão.

Aquele jogo marcava a despedida de Carlitos, que conforme o presidente Mauricio Macri anunciou na época, já estava negociado. Mesmo com investidas de Bayern de Munique, PSV e Atlético de Madrid, que ofereceram respectivamente 18 milhões, 15 milhões e 13 milhões de euros. O jogador acabou repassado ao Corinthians, em uma transferência que girou em torno dos 19,5 milhões de dólares, tudo isso bancado pelo grupo de investidores da MSI.

Voltando a final da Sul Americana; Palermo de cabeça abriria o placar paras os xeneizes. E depois foi a vez de Tévez marcar o tento do título, propiciando uma despedida perfeita que nem ele mesmo imaginava.

Relembre o gol do título e da despedida de Tévez em 2004:



Ao total em sua primeira passagem, Carlitos disputou 104 jogos, marcou 38 gols e conquistou os seguintes títulos: 1 Copa Libertadores (2003), 1 Mundial de Clubes (2003), 1 Campeonato Argentino (2003) e 1 Copa Sul Americana (2004).

Agora, aos 31 anos, mais experiente e consagrado, Tévez quer seguir escrevendo seu nome na história do Boca Júniors.

Atualização - 26/06/2015

Foto/site oficial do Boca Júniors
Atacante estava na Juventus, da Itália
Em seu site oficial, Boca deu boas vindas ao jogador.






O Boca Juniors confirmou na noite desta sexta-feira a volta do atacante Carlos Tevez. O jogador, que estava na Juventus, da Itália, retorna ao time do coração após 10 anos e deve ser apresentado após a Copa América.

Ainda nesta sexta-feira, o presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici, havia afirmado que o time não teria nenhum custo com a transferência.

"Li nos meios de comunicação e tive o compromisso de não sair falando até que o contrato estivesse avançado. Do Boca não vai sair um só euro, somente a prioridade (de contratação) de juvenis e algum empréstimo ou cessão de um percentual de um jogador", declarou.

"Carlos Tévez será o jogador mais bem pago do elenco. Não houve transação de dinheiro por Tévez, demos 50% do passe de Guido Vadalá"  reafirmou o presidente.

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