| Foto: Em 2010, Robinho marcava seu primeiro gol na copa da África, contra o Chile nas oitavas de final |
Relembre agora como foi aquela partida a quatro anos atrás.
Naquela ocasião, o time treinado por Dunga tinha os desfalques de Felipe Melo e Elano, machucados, para enfrentar os Chilenos no Ellis Park, em Joanesburgo. Treinados por Marcelo Bielsa, o Chile chegava como grande 'freguês' Brasileiro na era Dunga, o que ficaria mais que comprovado naquele dia.
A receita verde-amarela para ganhar foi bem conhecida: bola parada na cabeçada de Juan, contra-ataque mortal para Luis Fabiano marcar e, para completar, gol de Robinho após roubada de bola de Ramires. Aquela era a oitava vez que o atacante que na época estava no Santos, balançava as redes chilenas, igualando-se a ninguém menos que Pelé como maior carrasco do adversário. Robinho seria eleito o melhor em campo em votação no site da Fifa.
O terceiro triunfo sobre o Chile em jogos decisivos de Copa (os outros foram na semifinal em 1962 e nas oitavas em 1998).
O Jogo:
Os primeiros quatro minutos de jogo deram a impressão de que o Chile colocaria na prática a formação ofensiva que apresentou naquele dia - com Beausejour, Alexis Sánchez, Mark González e Suazo. Foi o período do jogo em que o Brasil esperou em seu campo defensivo, viu o adversário tocar a bola e teve apenas 27% de posse de bola. Um contra-ataque mal aproveitado por Luis Fabiano, com um chute fraco e para fora, mudou o panorama.
A partir de então, o Brasil tomou para si a iniciativa do jogo e teve pela frente um adversário que se limitou a defender. Com boa movimentação no meio-campo, o time de Dunga encontrou espaços com facilidade, mas falhou nas tabelas, interrompidas por erros de passe. Os chutes de fora da área, que em princípio pareciam uma opção a mais, transformaram-se na principal arma ofensiva nos primeiros 30 minutos. Gilberto Silva e Ramires arriscaram, colocando Bravo para trabalhar um pouco.
| Foto: Juan comemora gol que abriu o placar contra os Chilenos |
A seleção aproveitaria a vantagem para se manter no ataque, chegando ao segundo gol três minutos depois. Se abriu 1 a 0 em um lance de bola parada, faria o 2 a 0 em outra especialidade daquele time: o contra-ataque. Robinho correu pela esquerda e encontrou Kaká no meio, na entrada da área. Com apenas um toque, típico do camisa 10, ele deixou Luis Fabiano na cara do goleiro. O atacante, que um minuto antes se atrapalhara sozinho em um toque de calcanhar, driblou Bravo com estilo e fez seu terceiro gol nesta Copa. O jogo, complicado até os 34 minutos, chegou ao intervalo com boa vantagem no placar para a seleção.
Segundo tempo:
Bielsa faria duas alterações para a segunda etapa, entrando Tello e Valdivia nos lugares de Contreras e González. Mas a postura continuaria a mesma, de excessivo respeito. O time não se jogou ao ataque e sofreu com erros de passe no meio-campo, problema compartilhado pelo Brasil, que com isso tinha dificuldade para aproveitar os espaços fartos. Kaká, que não esteve numa noite inspirada, apesar da assistência, errou passe fácil aos sete minutos, o que deixaria Robinho na cara do gol.
Se não estava tão fácil construir jogadas, o melhor jeito de chegar ao gol foi destruindo. Ramires roubou bola no meio-campo e acelerou em direção à área, livrando-se de dois marcadores e desviando a bola do terceiro, dando passe para Robinho. O atacante chutou e tirou a bola do alcance do goleiro, fazendo 3 a 0 aos 14 minutos. Robinho desencantava no Mundial da África do Sul, marcando seu primeiro gol.
Com uma vantagem tranquila no placar, diante de um adversário que não ameaçava, o Brasil tinha a preocupação principal de não ter um jogador suspenso para as quartas de final. Fracassou nessa missão. Ramires fez falta dura e desnecessária e recebeu seu segundo cartão amarelo na competição. Quatro minutos depois, Dunga resolveu mexer no time pela primeira vez, trocando Luis Fabiano - outro pendurado - por Nilmar.
Num jogo morno nos últimos 20 minutos, o Brasil ainda teve boa chance de marcar o quarto gol, mas Bravo fez defesa em chute cruzado de Robinho. E Julio Cesar enfim entrou em ação, aos 29 minutos, em jogada individual do isolado Suazo, que em outro lance chutou uma bola que quicou no travessão. Sem muito com o que se preocupar, Dunga promoveu a estreia de dois jogadores, Kleberson e Gilberto, que substituíram Kaká e Robinho, respectivamente. No fim Brasil se classificaria para encarar a Holanda, onde teve um final que todos já conhecem.
Ficha técnica - BRASIL 3 x 0 CHILE - 28/06/2010
BRASIL: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Ramires, Daniel Alves e Kaká (Kleberson); Robinho (Gilberto) e Luis Fabiano (Nilmar).
Técnico: Dunga.
CHILE : Bravo, Isla (Millar), Contreras (Rodrigo Tello), Jara e Fuentes; Carmona, Vidal e Beausejour; Sánchez, Suazo e Mark González (Valdivia).
Técnico: Marcelo Bielsa.
Gols: Juan, aos 34, e Luis Fabiano, aos 37 minutos do primeiro tempo; Robinho, aos 14 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Kaká, Ramires (Brasil); Vidal, Fuentes, Millar (Chile).
Estádio: Ellis Park (em Joanesburgo). Data: 28/06/2010.
Árbitro: Howard Webb (ING). Assistentes: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING).
Jogo de Agora:
O atual momento da seleção Chilena é outro. Com um time bem mais encorpado e mesclado de experiência e grandes jogadores, como Vargas, Sanchéz e Vidal. o time de Sampaoli é muito perigoso e pode surpreender a equipe de Felipão, que parece ter engrenado contra Camarões.
Todo favoritismo para sábado é Brasileiro, no entanto muita atenção tem que ser tomada, porque o time Chileno não é bobo e tem um estilo de jogo bem perigoso. Olho neles!!
Nenhum comentário:
Postar um comentário