quinta-feira, 15 de maio de 2014

SEVILLA VOLTA SUPREENDER A EUROPA

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Rakitic o destaque e capitão do time levanta a taça
A três meses atrás eu tinha relembrado aqui mesmo no blog aquele grande Sevilha bi-campeão da copa da uefa nas temporadas de 2005/06 - 2006/07. E ontem (quarta-feira, 14 de maio de 2014) os rojiblancos voltaram a fazer história na UEFA europa league ao bater nos penaltis, os Portugueses do Benfica em Turin na Itália

Lembrando que o Sevilla esteve muito perto de ser eliminado nas semi-finais, Relembre.

Depois de eliminar o Betis nas oitavas e o poderoso Porto nas quartas de final, outro adversário caseiro surgiu no caminho do Sevilla nas semi-finais: o Valencia. Ao contrário do confronto contra o Betis, o time da Andaluzia venceu a primeira partida por 2 a 0. Na volta, quase um desastre. Massacrada em campo, a equipe perdia para o Valencia por 3 a 0 até os 48 minutos do segundo tempo. Até que, em uma jogada de lateral, o camaronês M'Bia marcou e diminuiu. Comemoração efusiva dos torcedores e do técnico Unai Emery. O time 'copeiro' se classificava deixando um cenário desolador no Mestalla: jogadores do Valencia no chão, choro de crianças e outros torcedores na arquibancada.

A classificação para final estava garantida para encarar o favorito Benfica, que era perseguido pela maldição de Bela Guttmann

Antes desta partida todos viviam a expectativa se a equipe Lisboeta conseguiria quebrar a maldição de Bela Guttmann, o maior técnico da história do Benfica. Guttmann rogou uma praga quando deixou o bicampeão europeu, de que os encarnados não triunfariam por mais de um século nas competições europeias.

Desde as fatídicas palavras de antigo treinador, já se passaram 51 anos de jejum, e amargurados cinco vice-campeonatos da champions league e três da Liga Europa. Até Eusébio antes de morrer visitou o túmulo de Guttmann pedindo para a maldição ser quebrada, e até hoje nada aconteceu. Tudo isso é muito sinistro!

A grande decisão


Desde o apito inicial do árbitro Felix Byrch, o 'amaldiçoado' Benfica viu que não teria vida fácil em sua tentativa de colocar ponto final ao jejum de 52 anos sem títulos europeus. Após perder sete finais continentais desde a conquista da Copa Europeia em 1962, os Encarnados chegaram a mais uma decisão sem três de seus pilares no meio-de-campo: Markovic e Enzo Pérez foram expulsos na semifinal contra a Juventus, enquanto Salvio teve a temporada abreviada por um braço quebrado. A situação ficou ainda mais critica com apenas 25 minutos de jogo: Sulejmani, principal válvula de escape do time, bateu forte com a cabeça no gramado após sofrer falta pela direita, e o incômodo acabou levando-o a ser substituído por André Almeida.

Antes, aos 15 minutos, o Benfica já havia chegado com perigo. Garay pareceu não acreditar quando viu o rebote em seus pés após cobrança de falta defendida no susto pelo goleiro Beto. Na pequena área, o zagueiro encarnado deu um chute sem jeito que acabou bloqueado quase em cima da linha.

Já o Sevilla, que começou acuado, pareceu se animar com a saída de Sulejmani. O time espanhol investia com perigo pelos lados do campo, geralmente nas costas de Maxi Pereira. Aos 39', Bacca chegou a pedir pênalti ao receber cruzamento da esquerda e se enroscar com Luisão na hora do chute.

Os portugueses responderiam as ameaças do time andaluz com verdadeira blitz nos minutos antes do intervalo. Maxi Pereira, principal vítima defensiva das investidas do Sevilla, tentou se consagrar em infiltração aos 45', mas Beto saiu bem do gol e abafou a jogada. No lance seguinte, Rodrigo passou como quis pela marcação antes de invadir a área e soltar uma bomba. Beto estava novamente lá para espalmar. Já nos acréscimos, Gaitán apertou a saída de bola espanhola e se enganchou com Fazio quando ia ficar na cara do gol, mas o árbitro não deu pênalti.

Lima desperdiça as melhores chances do Benfica e partida vai à prorrogação

No segundo tempo, o treinador Jorge Jesus adiantou Maxi Pereira, deixando as responsabilidades defensivas no lado direito com André Almeida. O resultado foi que o Benfica se resguardou dos contra-ataques do Sevilla e ainda ganhou poderio ofensivo. Com apenas 3 minutos da volta do intervalo, Maxi Pereira arrancou e deixou Lima cara-a-cara com o goleiro. O atacante brasileirou matou no peito e chutou cruzado, vencendo Beto, mas a zaga do time espanhol tirou em cima da linha.

Lima não estava mesmo em seus dias mais inspirados. O homem de frente dos Encarnados voltou a receber passe açucarado de Maxi Pereira aos 27 minutos, mas acabou surpreendido pelo carrinho de Fazio, que apareceu com muita disposição e frustrou outra chance clara do time português. Já aos 40 minutos da segunda etapa, Lima criou seu próprio espaço. Ele carregou da esquerda para a entrada da área e disparou uma pancada de perna direita, mas o goleiro Beto voou no ângulo para defender com apenas uma mão.

Na prorrogação, ficou visível que as duas equipes não tinham mais fôlego. O Benfica ainda criava forças para tomar a iniciativa -- isso com o treinador Jorge Jesus tendo feito apenas uma alteração no tempo regulamentar. No Sevilla, o treinador Unai Emery mexeu duas vezes logo na primeira metade de tempo-extra -- em uma delas, surpreendentemente, sacando Marin, que entrara no final da segunda etapa, para a entrada de Gameiro -- e o time andaluz ainda assim ficava acuado na defesa.

Curiosamente, a melhor chance do tempo-extra acabou sendo do próprio Sevilla. Quando Jorge Jesus finalmente decidiu mexer, tirando o lateral-esquerdo Siqueira para a entrada do atacante Cardozo, a defesa portuguesa ficou aberta e Bacca armou contra-ataque fulminante pela direita. O artilheiro do Sevilla na Liga Europa, com 7 gols, entrou na área cara-a-cara com o goleiro Beto, mas chutou pela linha de fundo enquanto seu treinador já comemorava.

Decisão vai para os pênaltis, e falhas do ataque do Benfica são fatais

A impossibilidade de tirar o placar do zero levou a definição do título para as cobranças de pênalti. Lima abriu a série convertendo para o Benfica, e Bacca não deixou o Sevilla atrás, achando também o fundo das redes em seu chute. Na sequência, o experiente Cardozo foi parado por Beto, que se adiantou bastante e fez a defesa. M'Bia, que havia dado a vaga na final para o Sevilla com um gol nos acréscimos diante do Valencia, mostrou novamente frieza na hora decisiva e botou o time espanhol em vantagem.

Último representante do ataque encarnado, Rodrigo foi para a terceira cobrança e também perdeu -- o goleiro Beto se adiantou mais uma vez. Coke deixou o Sevilla a um passo do título ao converter nova cobrança, mas o zagueiro Luisão manteve o suspense no ar ao marcar o seu. Só que Kevin Gameiro cobrou seu pênalti com firmeza e garantiu, no mínimo, mais um ano amaldiçoado para o Benfica.

FICHA TÉCNICA

SEVILLA: Beto; Coke, Pareja, Fazio e Alberto; Daniel Carriço e M'Bia; Vitolo (Figueiras - 110'), Rakitic e Reyes (Marin - 77') (Gameiro - 104'); Bacca.
Treinador - Unai Emery

BENFICA: Oblak; Maxi Pereira, Luisão, Garay e Siqueira (Cardozo - 98'); Ruben Amorim, André Gomes e Nico Gaitán (Ivan Cavaleiro - 119'); Sulejmani (André Almeida - 24'), Rodrigo e Lima.
Treinador - Jorge Jesus

Local: Juventus Stadium (Turim/ITA)
Árbitro: Felix Byrch (ALE/FIFA)
Cartões amarelos: Fazio (11'), Alberto (13'), Siqueira (30'), Coke (98'), André Almeida (99')
Cartões vermelhos: -

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